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Associação Brasileira de Estomaterapia realiza campanha de prevenção da úlcera por pressão

Movimento “Mude de Lado e Evite a Pressão” ocorre em diversas partes do País

A Sobest, Associação Brasileira de Estomaterapia – Estomias, Feridas e Incontinências, realiza em novembro a Campanha “Mude de Lado e Evite a Pressão”, de conscientização sobre as úlceras por pressão, muito comum em pessoas acamadas e impossibilitadas de mudar de posição. As ações, que serão realizadas em diversas partes do País, fazem parte de um movimento internacional, que tem como data principal 19 de novembro, o Dia Mundial de Prevenção da Úlcera por Pressão.

A úlcera por pressão é uma lesão na pele causada pela interrupção da circulação sanguínea em um determinado local do corpo próximo de uma região óssea, aliado a uma pressão contínua nesta mesma região. Os pacientes acometidos sofrem alterações clínicas e danos funcionais, aumento da dor, risco de infecções graves também estão associadas, internações prolongadas e morbidade. Os locais mais comumente afetados são a região sacral e os calcâneos, sendo que aproximadamente 60% das úlceras de pressão se desenvolvem na região pélvica ou abaixo desta.

Como o seu desenvolvimento implica em sofrimento e tratamento com custo elevado, a prevenção é a melhor indicação. A principal medida é a mudança de posição do paciente, cuja frequência deverá seguir os limites do próprio paciente, da pele e do ambiente que ele se encontra.

“A Sobest trabalha ativamente para conscientizar pacientes e cuidadores sobre a importância da prevenção. Da mesma forma, capacita profissionais, em especial os enfermeiros estomaterapeutas, para atuarem da forma mais eficiente possível, para garantir a qualidade de vida dos pacientes”, ressalta a presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia, Maria Angela Boccara de Paula.

Instituições internacionais como National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) nos EUA e a European Pressure Ulcer Advisory Panel (EPUAP) na Europa preconizam medidas preventivas, baseadas em evidências cientificas, onde a principal delas é a mudança de posição. Atualmente vários países, incluindo o Brasil, seguem os protocolos baseados nas orientações dessas instituições (NUAP e EPUAP).

 

Sobre a SOBEST

A Sobest é uma associação multidisciplinar, de caráter científico e cultural, alicerçada nos preceitos estabelecidos e aceitos mundialmente para a enfermagem em Estomaterapia, fundamentada nas bases éticas e filosóficas da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), em nível nacional, e do World Council of Enterestomal Therapists (WCET) - an association of nurses (WCET), em nível internacional.

A SOBEST é uma Associação sólida, ética, respeitada e conceituada pela comunidade científica. Está vinculada à Comissão de Educação da Associação Brasileira de Enfermagem Seção São Paulo (ABEn–Seção SP). Foi a primeira associação científica a vincular-se à ABEn.

Rio de Janeiro se mobiliza pela elaboração de uma política pública para a atenção da pessoa com ferida crônicaRio de Janeiro se mobiliza pela elaboração de uma política pública para a atenção da pessoa com ferida crônica

No mês passado, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, centenas de pessoas se reuniram em um importante seminário objetivando discutir a construção de uma política pública para a atenção da pessoa com ferida crônica. O plenário estava repleto de pacientes, familiares, profissionais de saúde e de enfermeiros estomaterapeutas, pessoas envolvidas em contribuir na elaboração dessa política, em favor da construção de uma assistência inclusiva, integral e de excelência.

Cinco milhões de pessoas convivem com feridas crônicas no Brasil. Doença silenciosa, pouco comentada e cercada de muita desinformação, as feridas crônicas são consideradas um dos mais graves problemas de saúde pública da atualidade. Estimativas do Ministério da Saúde apontam que este problema afeta a rotina de vida de aproximadamente cinco milhões de brasileiros. No Rio de Janeiro, cerca de 350 mil pessoas convivem com as feridas crônicas e suas sequelas.

A programação do seminário abordou o atual panorama das feridas crônicas no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil e nos países Ibero-latinos, além de apontar a necessidade da elaboração de uma linha de cuidado específica para as pessoas que sofrem com este tipo de lesão.

Diversos são os motivos que podem transformar uma pequena lesão na pele em uma ferida crônica. Estudos comprovam que, na maioria dos casos, as feridas crônicas estão associadas a doenças, sobretudo as úlceras venosas, decorrentes de varizes de membros inferiores, as ulceras por pressão, motivadas pela longa permanência da pessoa em determinada posição, e as feridas dos pés associadas ao diabetes, que correspondem a mais de 80% dos curativos realizados em ambulatórios e unidades básicas de saúde. Feridas crônicas fazem também parte do elenco de problemas das pessoas com hipertensão, anemia falciforme e hanseníase.  

Ao diagnosticar precocemente e adotando os procedimentos adequados, as feridas crônicas podem ser curadas ou mesmo prevenidas. No entanto, quando não tratado, um pequeno machucado pode se transformar em uma ferida que não cicatriza, determinando sofrimento intenso ao indivíduo durante meses e até anos. Em muitos casos, o desfecho desta ferida, não cuidada adequadamente, pode ser a amputação parcial ou total do membro afetado.

A Associação Brasileira de Estomaterapia – Sobest, foi representada no debate pela Profa. Dra. Norma Valéria Dantas de Oliveira Souza, vice-diretora da Faculdade de Enfermagem da UERJ. A enfermeira estomaterapeuta destacou os elevados gastos com tratamentos e com a exclusão destes usuários dos serviços de saúde do mundo do trabalho; a dificuldade percebida para referência e contra referência desta clientela no Sistema Único de Saúde (SUS); a escassez de instituições que cuidam de pessoas com feridas crônicas, o sofrimento psicofísico das pessoas acometidas por feridas crônicas, bem como seus familiares.

A construção da primeira clínica de estomaterapia, que se encontra em fase final de elaboração, situada na Policlínica Piquet Carneiro – UERJ, vai contribuir no atendimento de pessoas com feridas crônicas. A assistência especializada que será prestada na clínica situa-se no âmbito do SUS, podendo servir de referência e contra-referência, ajudando a minimizar toda problemática anteriormente pontuada.

O seminário foi finalizado com a promessa de que outros encontros seriam efetuados a fim de elaborar a política a partir de uma construção coletiva, que contemple as soluções politicamente possíveis, tecnicamente mais eficientes e que garantam a qualidade de vida do paciente.

 

Associação Brasileira de Estomaterapia apoia os mais de 150 mil pacientes com estomias no Brasil

No sábado, 3 de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Ostomizado. A estomia é a comunicação de um órgão para o meio externo. Diversas situações podem levar à necessidade do procedimento cirúrgico, como doenças inflamatórias, traumas, câncer, entre outras. Exemplos são a traqueostomia, realizada na traqueia para permitir a passagem de ar; e a gastrostomia, realizada no estômago para permitir a chegada de alimentos por um tubo, a estomia intestinal ou urinária, a construção de um novo caminho para a saída das fezes ou da urina. Essa intervenção pode levar o paciente a usar uma bolsa de coleta, por um período ou definitivamente.

A conscientização e o trabalho pela qualidade de vida da pessoa com estomia e a melhoria na assistência são missões da Associação Brasileira de Estomaterapia, a Sobest.

Desde 2004, a estomia é considerada uma deficiência física, mas isso não impede a pessoa de trabalhar, viajar, ir à praia, dançar ou praticar certos tipos de exercícios físicos que não afetem a região abdominal. Essa condição garante alguns direitos ao paciente, como acesso preferencial em filas e isenção de certos impostos, bem como a adoção do símbolo nacional da pessoa estomizada, que tem como um dos principais objetivos identificar os banheiros adaptados.

Algumas demandas, no entanto, ainda precisam ser atendidas. “Os pacientes ainda necessitam de acesso a alguns equipamentos que não foram contemplados pelo Ministério da Saúde, na portaria 400, além da garantia do número de bolsas coletoras”, afirma a presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia, Maria Angela Boccara de Paula. “Como entidade, a Sobest realiza um trabalho importante de luta e conscientização, especialmente para garantir a orientação de alta da pessoa com estomia”, ressalta.

O SUS e os planos de saúde são obrigados a fornecer gratuitamente as bolsas coletoras e outros materiais como a pasta ou pó para proteção da pele. O presidente da Associação dos Ostomizados do Estado de São Paulo, Clóvis Seigo Arasato, diz que uma das maiores dificuldades é saber lidar com a autoestima desses pacientes.

A Sobest disponibiliza, neste site, orientações aos pacientes com estomias. 

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