Estomaterapia - Exigências do WCET para abertura de cursos de Estomaterapia

Observação: esse conteúdo foi traduzido das diretrizes do WCET por Beatriz F Alves Yamada e Vera Lucia C Gouveia Santos. Desejando acessar o original, visite o site: www.wcetn.org

  1. O curso/programa deverá ser coordenado por ET. Não havendo esta possibilidade, a instituição deverá solicitar um consultor em estomaterapia para o desenvolvimento ou revisão do programa.
  2. O ET coordenador ou consultor do curso/programa deve ter realizado o curso de estomaterapia em programas reconhecidos pelo WCET. (No Brasil, o curso somente deverá ser credenciado ao WCET depois do referendo da SOBEST)
  3. O ET coordenador ou consultor do programa deve ser membro ativo do WCET. (No Brasil, exige-se também ser membro da SOBEST)
  4. A Carga horária mínima deve ter 160 horas de aulas teóricas e 160 de prática de campo.(Essa carga horária não se aplica ao Brasil)
  5. O curso/programa pode ser desenvolvido em tempo integral e concentrado, parcial, extensivo ou à distância.
  6. O curso/programa deve incluir processo sistemático e contínuo de avaliações de conhecimento, tanto teórico quanto prático.
  7. O currículo do curso/programa deve incluir conteúdo de todas as áreas de abrangência da estomaterapia (estomias, feridas, fistula, tubos e incontinências), educação, pesquisa, gerenciamento da assistência e desenvolvimento profissional.
  8. O candidato ao curso/programa deve ser enfermeiro com registro para exercício profissional. (No Brasil, deve estar inscrito no Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição)
  9. O curso/programa  de ser reconhecido pela Sociedade de Estomaterapia e uma organização nacional de enfermagem. (No Brasil, esse reconhecimento somente é dado pela SOBEST)
  10. Os ETs supervisores de estágio deverão ser egressos de cursos reconhecidos pelo WCET.
  11. A relação ideal de alunos para cada supervisor de campo não deve ser maior que 2:1.
  12. O corpo docente deve ser composto por profissionais especializados nas respectivas áreas do conteúdo programático, tais como: estomaterapia (estomias, feridas, incontinência), enfermagem, administração, aconselhamento (sexual e geral) dermatologia, gastroenterologia, assistência domiciliar, casa de repouso, cuidados paliativos, nutrição, oncologia, farmácia, cirurgia (coloproctologista, ginecologistas, vasculares, plásticos e urologistas); radiologia, fisiatria, fisioterapia, psicologia, assistência social etc.
  13. Os alunos devem conhecer todos os produtos disponíveis no país para a assistência em estomaterapia.
  14. Os alunos devem ser encorajados a filiar-se ao WCET como membros associados, no decorrer do curso, e como membros plenos após a conclusão do mesmo. (No Brasil, os alunos devem ser encorajados a ser membros associados da SOBEST)
  15. Quando o curso/programa estiver sendo implantado pela primeira vez no país, poderá ser solicitado tutor do WCET. (Essa regra não se aplica ao Brasil)
  16. O coordenador do curso/programa deverá exigir certificado de proficiência na língua portuguesa dos alunos oriundos de países que não falam português e os livros e os materiais  de referência devem ser atualizados.
  17. Os livros textos e material de referências devem se atualizados.

Os interessados em desenvolver um curso/programa de Educação em estomaterapia ou adequar um curso/programa que já existe para o reconhecimento do WCET, devem solicitar ao escritório central do conselho os formulários para credenciamento. Todos os programas são revisados a cada quatro anos pelo Comitê de Educação do WCET, a fim de assegurar o cumprimento das diretrizes estabelecidas.

O texto original foi revisado pelo WCET em 17 de maio de 2000. Atualizado em outubro de 2008.

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