TEMA: Feridas

ÚLCERAS VASCULOGÊNICAS: TERAPIA CONTENSIVA COM BOTA DE UNNA NO TRATAMENTO DE PACIENTE NO SERVIÇO PÚBLICO

Silsan Araújo dePaula Sereno*

INTRODUÇÃO:

O preparo do leito das feridas refere-se a uma abordagem para aperfeiçoar o processo de cicatrização. Mas antes de realizar essa abordagem ou paralelamente é preciso estudar a causa e avaliar as condições de saúde do paciente portador de úlceras crônicas. Medidas como a terapia de compressão e contensão adequada nas úlceras venosas, controlando o edema, melhorando o retorno venoso e outras medidas relevantes devem ser adotadas em conjunto com preparação do leito da lesão e a assistência deve ser realizada por equipe multidisciplinar.

OBJETIVOS:

Fornecer assistência integral e especializada a usuários do SUS, promovendo o autocuidado e reabilitação de forma individualizada e humanizada, reduzindo o tempo de tratamento, através do acompanhamento do quadro clínico e uso adequado das tecnologias existentes, prevenindo complicações.

METODOLOGIA:

Feita seleção de paciente portador de úlcera vascular, em tratamento convencional sem evolução satisfatória, onde o paciente recebe orientações assumindo o compromisso de continuidade do tratamento, através do preenchimento e assinatura do Termo de Compromisso. As trocas da cobertura ocorrem de acordo com a necessidade da lesão e a critério do profissional de saúde, não extrapolando o máximo preconizado pelo fabricante. Os retornos ao médico são agendados para no máximo 60 dias ou quando necessário.

RESULTADOS:

Feito acompanhamento em uma paciente com 40 anos de idade, portadora de úlcera crônica vasculogênica em 1/3 médio da perna esquerda há cinco anos, em tratamento convencional, sem evolução satisfatória. Apresentado tecido desvitalizado com esfacelo no leito da lesão e granulação discreta nas bordas, exsudado em grande quantidade, purulento, com odor moderado, maceração das bordas, pele ao redor ressecada e presença de edema ++/+++. Realizados exames laboratoriais, ITB, planigrafia digital, e acompanhamento clínico. Proposto tratamento com cobertura primária de fibra de alginato de cálcio e sódio no primeiro momento, sendo substituído em um segundo momento por hidrogel. Foi utilizada como cobertura secundária do início ao fim do tratamento a bota de unna. A cicatrização ocorreu após um período de quatro meses e 16 dias de tratamento em terapia contensiva.

CONCLUSÕES:

Nos dias de hoje se vivencia de forma crescente, profissionais, instituições e indústrias empenhando e buscando a excelência para proporcionar ao portador de lesões, em especial os de caráter crônico, um tratamento eficaz, em curto prazo, que possa trazer maior conforto e breve normalidade de sua vida social. Diante de resultados como esse, identificou-se a necessidade de ampliar a intervenção educativa junto a esta população e as equipes de saúde, bem como conscientização dos enfermeiros da rede, quanto à importância de atualização e da utilização de protocolos, visando contribuir na redução de custos e melhor evolução na qualidade do atendimento.

Palavras-chave: Úlcera Vasculogênica. Terapia Contensiva. Serviço Público

1. BRANDÃO, ES, SANTOS, I., Enfermagem em Dermatologia – Cuidados Técnico, Dialógico e Solidário. Rio de Janeiro, Cultura Médica, 2006.

2. DEALEY, C., Cuidando de Feridas: um guia para enfermeiras. São Paulo, Atheneu, 2001.

3.Planigrafia Digital: http://ddsdx.uthscsa.edu/dig/download.html

*Enfermeira Graduada pela Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia Don Domenico - 1985; Pós Graduada em Enfermagem Dermatológica pela Universidade Gama Filho - 2008; Coordenadora do Ambulatório de Feridas, pela Prefeitura do Município de Bertioga/SP.|0