TEMA: Feridas

A VISÃO DO ESTOMATERAPEUTA NO PRÉ, TRANS E PÓS OPERATÓRIO DE SINDACTILIA EM EPIDERMÓLISE BOLHOSA

JULIANA AMARAL PERES*,

Cheila Bueno da Costa,

Silvana Prazeres

Introdução: Epidermólise bolhosa (EB) é um grupo de doenças hereditárias caracterizadas pela fragilidade da pele e das membranas mucosas da boca, esôfago, vias aéreas, bexiga, e genitais. É caracterizada pelo aparecimento de bolhas, ulcerações ou feridas em qualquer local da superfície corporal, em resposta a mínimos traumatismos, mas pode ser desencadeada espontaneamente³. As manifestações clínicas da EB variam de acordo com a gravidade da doença podendo revelar desde suaves bolhas nas mãos, pés, cotovelos, e joelhos que curam sem cicatriz, até a forma recessiva mais grave, que tem características cutâneas e extracutâneas.¹ Na EB ocorrem flictemas relacionados aos traumatismos cutâneos além das deformidades em forma de luva em mãos e pés, fusão de quirodáctilos e contraturas musculocutâneas, recomendando procedimento cirúrgico para que o portador recupere a função de pinça e preensão dos objetos² .Material e método: O relato de caso foi após do consentimento do responsável pelo indivíduo, baseando-se na Resolução 196/96 que rege a realização de pesquisas com seres humanos, realizado durante cinco meses um acompanhamento hospitalar em Instituição Pública no município de Florianópolis/SC. No período de julho a dezembro de 2013 . O responsável concordou em participar do estudo, após ser devidamente orientado sobre seu objetivo, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido, autorizando o registro de fotografias semanais das lesões. A coleta dos dados foi através do acompanhamento das trocas de curativos no pré, trans e pós operatório de sindactilia bilateral. Caso clinico: G.F. 15 anos, portadora de EB, apresentando deformidade nas mãos, (sindactilia) impossibilitando capacidade de pinçar objetos. Submetida a cirurgia para liberação dos espaços interdigitais de ambas as mãos. Realizado acompanhamento semanal ambulatorial para a troca dos curativos durante cinco meses. Após este período do passa a realizar curativos no domicílio. Resultados: Conforme a avaliação da lesão optou-se por utilizar espuma de silicone não aderente impregnada com prata e carvão ativado e posteriormente curativos de espuma com silicone não aderente sem prata associado à ácido graxo essencial insaturado à base de vitamina A e E natural.Discussão: As tecnologias escolhidas permitiram o efeito antimicrobiano pela liberação da prata, remoção do curativo sem trauma e sem dor devido a camada de silicone, a diminuição da exsudação e odor, mantendo o equilíbrio da umidade da lesão. Conclusão: É sabido que é o enfermeiro Estomaterapeuta que está tomando a frente na construção do saber na Epidermólise Bolhosa , pois uma boa avaliação e acompanhamento realizado por este profissional é o ideal para que haja sucesso em todo o tratamento proporcionado ao individuo com EB o máximo de funcionalidade do membro acometido.

Palavras-chave: Epidermólise Bolhosa; Sindactilia; Estomaterapia

ANGELO, Marla Mônica Fagundes Cardoso et al . Manifestações clinicas da epidermólise bolhosa: revisão de literatura .Pesquisa. Brasileira Odontopediatria clinica Integrada, João Pessoa: p 135-142 jan/mar 2012 (1) 12.

CRISTALDO, Karina et al. Epidermólise bolhosa distrófica: relato de caso. Arquivos Catarinenses de Medicina. Porto Alegre: p 264-266, 2009 (38) 1.

PRAZERES, Silvana Janning. Epidermólise bolhosa. In: PRAZERES, Silvana Janning (Org)Tratamento de feridas: teoria e prática. Porto Alegre: Moriá/Editora , p 346-358, 2009.

*Enfermeira estomaterapeuta e consultora Maximedsul|0