TEMA: Estomias

PADRONIZAÇÃO DA ORIENTAÇÃO À PACIENTES ESTOMIZADOS DE UM HOSPITAL PRIVADO

Janaina Esteves Ornelas**,

Katya Araujo Machado Saito,

Miki Sato Matsumura

Introdução: A estomaterapia é uma especialidade do enfermeiro ainda pouco conhecida no Brasil. Trata-se da atuação nas áreas de feridas agudas e crônicas, fístulas, estomias e incontinência anal e urinária. A função do profissional estomaterapeuta não é limitada apenas à assistência, mas também ao treinamento, orientações aos pacientes, familiares e demais profissionais da área de saúde. O desenvolvimento de protocolos para a prevenção e tratamento em estomaterapia evita o uso indiscriminado e errôneo de produtos, já que a indicação e uso serão acompanhados pelo especialista, padronizando o cuidado por todo o hospital. A documentação consistente de todo este processo faz com que ele não se torne invisível aos profissionais envolvidos com o cuidado, tendo assim o conhecimento do plano de assistência, possibilitando o acompanhamento integral dos objetivos estabelecidos. Neste sentido, o estudo teve como objetivo realizar a padronização da orientação realizada em pacientes estomizados em um Hospital Privado . Método: Trata-se de uma revisão de literatura e de uma análise longitudinal prospectiva realizada em um hospital privado de grande porte, da cidade de São Paulo, SP. Para sua construção, ocorreu à busca e avaliação das fichas de orientação de pacientes estomizados, maiores de 18 anos,no período de 06.2009 a 06.2011 em forma de pré-teste, aperfeiçoado até chegar ao seu modelo final. Resultado: O programa de orientação foi padronizado em quatro etapas: Primeira visita: Realizada no período pré- operatório, para orientação do procedimento cirúrgico, demarcação do estoma e introdução à orientação dos cuidados. Segunda visita, que ocorre entre segundo e terceiro pós operatório, realizada orientação teórica para pacientes e familiares, realizada a escolha dos dispositivos a serem utilizados no cuidado com a pele e estoma e encaminhamento para pólos de atendimentos. Terceira visita, entre o terceiro e quarto pós operatório, ocorre a realização da troca dos dispositivos e orientação prática. Na quarta visita , entre sexto e sétimo pós operatório, ocorre o acompanhamento do paciente e seu familiar no cuidado prático da pele e estoma, é realizado plantão de dúvidas e avaliado a necessidade de novas visitas. Conclusão: A padronização do programa mostrou-se satisfatória para os enfermeiros envolvidos com a orientação dos pacientes estomizados, porém em alguns pacientes as etapas não foram cumpridas em sua totalidade, devido o e acesso ao pacientes somente após o procedimento cirúrgico e/ou a alta hospitalar antes do prazo estipulado para cumprimento de todas as etapas

Palavras-chave: : estoma; avaliação em enfermagem

1.Santos VLCG. A estomaterapia através dos tempos. In: Santos VLCG, Cesaretti IUR. Assistencia em estomaterapia: cuidando do estomizado. São Paulo: Atheneu; 200. P. 1-17

2.Parambos FRB. Proposta de Implementação do Serviço de stomaterapia na Área de Feridas: Relato de Experiência. São Paulo. Rev Estima 2006; 4(2): 12-15.

3.Paula MAB, Santos VLCG. O significado de ser especialista para o enfermeiro estomaterapeuta. Rev Lat Am Enferm. 2003; 11(4): 474-82

4.Costa CMA, Guimarães RM. Considerações a a Administração de recursos Materiais em um Hospital Universitário. R Enferm UERJ. 2004; 12: 205-10.

*Enfermeira do Grupo de orientação à pacientes estomizados do Hospital Sírio-Libanes